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Alcoolismo: O inimigo da saúde

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), três milhões de mortes por ano são causadas pelo alcoolismo

Faz parte da vida do brasileiro que gosta de folia ou do bom bate-papo que ocorre socialmente. Os encontros fazem as garrafas e latinhas de bebidas alcoólicas se empilharem na mesa de bar e a noção do tempo e do quanto foi ingerido, se perde enquanto o bom papo percorre pelos mais variados assuntos. Aliás, dizem que o álcool combina com qualquer prosa: boa ou ruim, lá está ele, como sempre, servindo de boa companhia e sendo inimigo da tristeza.

Com a cerveja, por exemplo, a maior parte do tempo é festa, mas os dados da Associação Brasileira da Indústria de Cerveja (2017), aponta que o Brasil consome 14,1 bilhões de litros por ano, informação que causa preocupação na Organização Mundial da Saúde (OMS). Os números vêm para dar sentido a preocupação: milhares de mortes são causadas ao ano não somente por acidentes de trânsito, mas por doenças – principalmente as doenças no fígado – originadas do alcoolismo. 

Entretanto, como compreender o fato de pessoas recorrerem a essa droga para trazer alívio e felicidade? O doutor Dennis Monteiro, graduado pela Universidade Federal de Cuiabá (UFMT), afirma que “muitas pessoas procuram um gatilho que possa substituir a alegria pela saciedade como, por exemplo, o álcool, que tem efeito depressor sobre o sistema nervoso central” e que mais tarde, “aumenta o risco de dependência em nosso organismo”.

Uso, abuso e dependência

A dependência do álcool pode significar um número relativamente pequeno, quando colocamos o “uso social” e o “abuso” como causas não tão importantes, ou em primeiro plano. Entretanto, não é possível retirar completamente a importância que isso agrega no quesito dependência (mesmo futura). Isso se deve ao fato de  “existirem diversos fatores que conduzem uma pessoa a se tornar dependente. Podemos dividir em três grandes categorias que leva ao alcoolismo: fatores genéticos, sociais e psicológicos”, diz a profissional em enfermagem Bruna Moya.

Ela ainda explica que “o fator social tem subcategorias como:

E conclui que “os fatores psicológicos incluem:

O consumo do álcool ainda pode gerar doenças no fígado, afetando gravemente e desenvolvendo doenças como a cirrose. A mesma faz com que o órgão vá perdendo sua vitalidade, até que os leve a falência.

Recorrendo à ajuda

O primeiro fator importante e decisivo é reconhecer a necessidade de ajuda. A mesma deve surgir quando “a pessoa passa a ter um consumo frequente que a leve a ter a necessidade diária do consumo, levando à dependência”, afirma o doutor Dennis Monteiro. Assim, o processo se torna descomplicado, e o desejo pelo consumo e o alcoolismo fica em último plano.

Recorrer à ajuda é essencial, mas saber onde procurá-la ajudará a encurtar o caminho. Portanto, “todo profissional de saúde tem conhecimento apropriado para dar orientações e prestar  ajuda adequada para encaminhar o paciente ao local determinado e início do tratamento. Isso inclui um médico, enfermeiro, psicólogo e terapeuta”, conclui o médico, a respeito do alcoolismo.

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